sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Cortesã da Juventude




















Não suportas a velhice
A tua beleza murchar
Queres sempre viver ontem
Para o amanhã não chegar
Tiraste um trago
da fumaça de vida que trago
na sombra cheia de estragos
feito pelas traças
E engasgou-se
de ilusões e loucuras
Ternuras e frescuras
que teu corpo absorveu


Ah! Como teu corpo é fúnebre
estéril e viril
Este teu sorriso infantil
que faz dos dentes diamantes
dos olhos amantes
de um mundo mercado
Ah! Como tua alma é frívola e feérica
Teus lábios sutis
criaram uma nova fonética


Não compreendes a maturidade de uma folha
Considera a velhice uma falta de escolha
Teu rosto enruga o espelho
Teus ouvidos não aceitam um conselho
Queres sempre está nova!


Henrique Rodrigues Soares

Tempos Remotos

















Quanta saudade tenho
da vida que não vivi
do amor que não amei
Quanta saudade tenho
do que não conheci e do que nunca terei


Do rosto de meu avô
restou à saudade das rugas que não apalpei
dos conselhos sábios, folclóricos
que nunca ouvi
da amizade que nunca tivemos


Oh! meus avós
que nem seus sorrisos conheci
Luiz Henrique, Juvenal
os cabelos grisalhos, o ar colossal
que imaginei...
não ficou nada...
apenas a sombra de suas existências


De minha avó
Avó na infância
na adolescência
nas ânsias e nas delinquências
Ainda sobrou aquela foto sem sorriso
séria, indiferente
aos meus erros.


Henrique Rodrigues Soares

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Confissão




















Entre as folhas e as ramagens frias
Pude ver teu corpo e tua alma vazia
Despir do nu na melancolia
No despertar da noite e no dormir do dia


Entre os teus olhos e os meus
Havia uma cinza nuvem de mágoas
Entre a terra e os céus ( seus )
Deus pariu as águas


Não esqueço da primeira vez que te vi
Teu rosto alegre e nativo
Procurando sempre um motivo
Pra sorrir e ser feliz


Também, não esqueço da última vez que te vi
Teu rosto "pueril" e cansado
O corpo servil e amarrotado
Pelos caminhos sem fim.


Henrique Rodrigues Soares

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pilares de sustentação
















Emoções não resistem aos atos.
Visões se diluem diante dos fatos.
Nada posso sentir
neste instante de gelo quebrado.


Minha mente ouve a ética
em que a alma sustenta suas estruturas.
Uma nova fonética
ganha voz na minha loucura.


Os sons, os tons
que testificam brandura.
As dádivas, os dons
brotam na ternura.


Senti me sufocado
por fantasmas que quebram pilares
de um tempo trancado
em segundos seculares.


Henrique Rodrigues Soares - O que é a Verdade?

Cavaleiro da Esperança




















Sonhador que labuta na esperança
Nesta fé antiga por velhos horizontes
Caminhas sem provisão e sem descanso
Por ávidos desertos e longinquas estâncias


Procuras a pura e simples felicidade
Que está tanto tempo por vir
E sua mania resoluta de insistir
Faz parte de sua clara identidade


Receba um vivo e régio conselho
E acharás para vida todas respostas
Olhe para ti no espelho
E veja como tu brilha nos meus olhos.


Henrique Rodrigues Soares - O que é a Verdade?
Ao meu Irmão Branco - Adriano Rodrigues Soares

domingo, 12 de setembro de 2010

Sêlo de Aniversário 1° Ano


















No dia 12 de setembro de 2009, foi criado este blog com intuito de apresentar a aqueles que por acaso tenham interesses em novos escritores, o meu trabalho em especial. Apesar de ter poesias, este espaço é de contos, crônicas, resenhas também.


Através de alguns amigos a meta foi alcançada, foram postados em alguns blogs minhas poesias: “Verso & Prosa”, “Versi D’Amore” e “Pecado Poético” da querida Amiga Reggina Moon (uma entusiasta fantástica de poetas novos, sou exemplo disto), “Amantes da Poesia” de Maria Madalena Schuck e “Uma Página para Dois” de Eduardo Poisl e recebi o comentários de outros bloguistas. Só tenho a agradecer por terem enriquecido este espaço.


Agradeço a todos visitantes e seguidores. Agradeço ao Amigo Antônio Carlos Januário pelas poesias de imagem que fazem parte deste blog, e as outras imagens são da web, por isso agradeço aos seus donos.


Hoje fazemos 1 ano de aniversário, com 2046 visitas, 23 seguidores, 184 postagens e 49 comentários para os que gostam de números.


Que todos possam receber este selo, seguidores e visitantes como um abraço fraterno.


Obrigados a Todos!


Henrique Rodrigues Soares

sábado, 11 de setembro de 2010

Tudo como sempre era

















Negros
dias negros
destino sorrateiro
trens negreiros
guerrilheiros sem esperança de vitória
Assim se escreve a história
da África até a América ( América do Sul )
Nu
despido pela fome
a viagem consome
o sonho de um país
o sorriso de ser feliz


Da Baixada a Central
pobre, sem domingo, marginal,
negros, brancos e mestiços
foragidos dos muquiços
enfrentando o sol


As favelas
de bocas banguelas
não escondem sequelas
da chibata feudal
Os meninos vadios
batendo bola
fugiram da escola
para esperar o carnaval.


Henrique Rodrigues Soares

Imagem de Zumbi dos Palmares.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mudanças





















Tão triste que parece que nunca sorriu
Tão puro que parece que nunca mentiu
Tão seco que parece que nunca floriu


Com rosto impávido e resoluto
Com silêncio natural de um luto
Com o nascer de nada sem fruto


Sem sonhos, de uma certeza vacilante
Sem desejos, de uma imobilidade cativante
Sem ânimo,de olhar cansado e distante


II
Sorriu, e pra sempre esqueceu a tristeza
Mentiu pra verdade como pureza
Floriu com indúbita beleza


Absoluto e brilhante ficou seu rosto
Alegria irradiou matando o desgosto
Tão vivo de frutos e brotos


Sonhou, com olhos constantes
Desejou como encontrar diamantes
Animou-se, ao marcar um horizonte.


Henrique Rodrigues Soares

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vidas sem rumo




















O finito na eternidade dos amantes
O amargo no mel das abelhas
O fluxo de ar que escapa entre as telhas
e passa pelo teu corpo estuante...


de sexo que molha nossas bocas
acalentando o medo da morte e o medo da dor
Desta dor desprezada, pobre e sem cor
anêmica, mórbida, bruta e louca


Os teus sonhos calam tua incerteza
O teu sentimentalismo esconde tua covardia
Como um atalho... uma magia
Na escuridão uma vela acesa.


Henrique Rodrigues Soares

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Breve...



















Tenho a brevidade nos meus dias
o instante nunca se repete
nossos atos nos enganam
na vaidade do livre arbítrio
os fatos cospem em nossa face
a força e o poder diminuídos.


De que nossos muros foram construídos?
De que vale tantos símbolos de juventude!
De que nossos ossos foram revestidos?
Para suportar o orgulho vencido.


Vamos correr por nossas pernas.
Vamos sorrir com improviso.
Deus alimenta minhas veias
com as palavras que preciso.


Henrique Rodrigues Soares

domingo, 5 de setembro de 2010

Verdade Cristã



















Quando em mim me procuro
Eu não me acho
Me perco no escuro
não encontro meus passos.


Me digo seguro
mas não controlo que faço
num pecador mais maduro
quase sempre me disfarço.


Sem o sangue de Cristo. Sou impuro
e retorno aos meus pecados.
Mas quando me deixo crucificado,
nele que é puro...
então estou libertado.


Henrique Rodrigues Soares

O segredo do abismo




















o egoísmo bate na tua porta
como um sentimento sufocado
um amor que deixou de ser amado
uma avião fora de rota


tudo que nasce... sempre brota
como uma lágrima num olho cansado
como a morte num amor assassinado
sempre o mesmo valor, a mesma nota


o teu ódio verde na horta
já cresce conformado
de seu espaço limitado


como um navio em uma frota
somos um... temos um fado
uma morte e uma corda.


Henrique Rodrigues Soares

sábado, 4 de setembro de 2010

O Fariseu















Para quem velas esta santidade?
Fraudulenta e covarde
De quem vive a vida pela metade
pelo medo de pecar.


Não vês o próprio inferno que criaste?
Quem te condena, não sabes?
Se o verdadeiro Deus ou o deus
que reina no seu calabouço.


Libertas o teu riso.
Libertas o teu gozo
do medo do santo disfarce
para que depois de tão louco
não venha julgar até Deus.


Henrique Rodrigues Soares

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A Noite
















De noite todo sexo é livre
Sexo sem gênero... sem nível
Sexo auditivo... sexo audível
embrulhado, comprado, doado,
roubado e doente.
Sexo sem corpo... sexo sem alma


Corpos procuram sexo
nos quartos, nas ruas...
Amantes vendem seu sexo
por míseros caprichos
Mulheres num suplício
dormem com seus bichos amestrados


Nas ruas açougue de vivos e congelados
Meninas exibem seu sexo
flores de um jardim em pedaços
Homens querem meninos
pintos em novos ninhos
para todos gostos há espaço


Na noite... alucinação,
luzes... solidão
tudo nas escuras
cocaína derruba limites
de imaginação


Na noite toda policia é dura
tem tantas duras
em tantos lugares
Levam teu orgulho
antes dos assaltos
De proteger, eles te assustam
com o agir incauto


Caminhos impuros
olhos sujam observam tudo
braços ardentes, pernas nuas,
bocas vermelhas de desejos
desembocam sexo entre seus dentes


Entre a loucura e a razão
há muitas esquinas e horas
os fantasmas se escondem
e os sobreviventes comem seu pão
com o peso da madrugada
para no amanhecer
retornarem a rotina cansada.


Henrique Rodrigues Soares

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cem Anos de Corinthians















Estou vendo de longe
a arquibancada balançar
são loucos que não param de gritar.
No calor ou no frio,
em Sampa ou no Rio,
corações corinthianos
como espartanos
mais do que a vitória
amam o embate de suas bandeiras.


Pode ser José ou Manuel
Um mundo de nomes na Fiel.
Não importa quem são!
Só cantam Timão!!Ô ô ô! Timão!


Maloqueiro sofredor...
Apaixonado e vencedor...
São estórias que viraram História
de uma paixão fiel por toda uma nação.


Henrique Rodrigues Soares

domingo, 29 de agosto de 2010

Frações




















nuvem de tristezas e mágoas
rasteiras que as palavras concluem
incertezas que nos separam


tantas armadilhas nos lábios
tantos disfarces nos armários
a felicidade é uma fotografia
é um instante congelado


há frases para quebrar o gelo
há frases que esfriam-te por inteiro
deixe-me recolher os cacos
agora, posso nunca mais remontá-los.


Henrique Rodrigues Soares

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Falência
















o que falta pagar?
água, gás, eletricidade...
o que falta comprar?
roupas, comidas... ansiedade


você pode escolher
boleto bancário ou cartão de crédito
você pode até de vista perder
o valor, o tempo de débito


todo dia jogo tanta coisa fora
mas sempre me falta algo agora
qual o limite que preciso?
nunca dá! fico indeciso


qual a minha necessidade?
o fruto da vaidade
a busca da satisfação
da ribanceira sem direção.


Henrique Rodrigues Soares

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A Seiva do Direito




















Travou-se mais uma luta
Não deixe o que não se deixa
Se derrame, com choro e com queixa
Pelo diamante da disputa


O teu direito é muda
que cresce, floresce até ser o Direito
Árvore grande de árduos preceitos
que não se cala, nem é surda


perante o grito estampido
da boca que se levanta
pela floresta que acampa
o direito adquirido


Só ficarei completamente satisfeito
quando o silêncio não se ouvir
diante da injustiça que vem consumir
todo ordenamento do Direito.


Henrique Rodrigues Soares - A Natureza das Coisas
Ao Rudolf von Ihering o Idealista do Direito

sexta-feira, 23 de julho de 2010

História do Brasil - parte 1

















I
os filhos de Tupã e de Jaci
puro como as florestas. O guarani
colorido como as plumas de um colibri
despido da ambição dos inimigos
assustou-se com tanta ostentação e luxo
do forte, conquistador luso
que nas terras tupis avistou o uso
para enriquecer seus umbigos


destruiu a inocência e a religião
catequisando suas matas e seus corações
com seu deus que escraviza irmãos
mas o nativo com seu orgulho viril
não entregou-se ao domínio servil
do falso irmão branco hostil


II
lá vem às caravelas lusitanas
com toda cultura humana
que o mundo pode revelar
lá vem às cruzes católicas
com as correntes apócrifas
para salvar e conquistar


Trouxe sua língua, suas vestes,
suas armas e suas pestes
se autodeterminou o descobridor
se embrenharam pelo nordeste,
norte, sul e sudeste
o que pode usurpou...


Henrique Rodrigues Soares - O que é a Verdade?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mãe




















Como falar do que é humanamente divino?
Como falar do que nos é tão substancial?
De ovozigoto a menino
este cordão umbilical.


Como falar do meu destino?
Fitalos num olhar maternal
Uma voz suave de ensino
que fala em mim tão natural


Ainda te amo como menino
num amor febril, sobrenatural
No teu colo meu ninho
para ver teu sorriso angelical


Como começo ou como termino
Neste teu calor sem igual
Serei sempre um pequenino
E tu um ser celestial.


Henrique Rodrigues Soares
A minha querida Mãe Geusa Rodrigues Soares.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O sentimento não pode parar...














Navegar foi preciso...
por mares estranhos e desconhecidos
Ser mais humilde do que o permitido


Dias e dias de agonia
até ver a alegria
de quem retorna a supremacia


Retornou ao teu lugar
O Gigante da Colina
Teu povo chora a festejar
beijando a camisa cruzmaltina


A tragédia de um ano
A glória de cem anos
Fazem parte da tua Memória


Milhões e milhões te alimentando
Com bandeiras e cantos
Estes sim! Tua História.


Henrique Rodrigues Soares
Aos milhões de vascaínos de todo Brasil.

História
















Discussões e entendimentos
Dinastias e invasões
Conquistas e falecimentos
Heróis e convicções


Eras e cronologias
Quimeras e luta por poder
Traições e picardias
Honrarias ao que morrer


As datas, os marcos
O que me diz a memória
Sobre os fortes e os fracos
A leitura da História.


Henrique Rodrigues Soares

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Repente Sudestino




















o que meu cérebro guarda
no seu obscuro mar
nem tudo me agrada
mas tudo vem me abraçar


o meu ímpeto como farda
me obriga a usar
a dor em cada
momento de amar


falo com a espada
entre meus dentes mordazes
não acredito em fadas
pastores ou padres


sou tudo que enfarta
pois guardo como ases
este mal que como facadas
no jogo são eficazes


sinto o mundo como nada
passar pelos meus olhos
nada neles ficam, nada
nada como espólio


II
meus versos são usuários
são flores num campanário
são amor de solitário
são do tempo um escapulário


tanta gente nesse mundão
cada um como ermitão
aprendendo solidão
no convívio da multidão


se nasce pra morrer
se vive pra nascer
nada tão puro pode acontecer
não há verdades para conhecer


tantos procuram amor e paixão
se queimam com poder do vulcão
que as larvas consomem ilusão
como a terra engole seu caixão


alguns vivem para o riso
se dizem libertos de compromissos
na realidade são apenas submissos
ao pecado da omissão.


Henrique Rodrigues Soares

domingo, 4 de julho de 2010

Casamento




















Posso contemplar teus olhos
Posso descansar no teu colo
e sentir o vento... levar meus pensamentos
pelos os caminhos afora


Acredito na minha razão
teus lábios me fazem prisão
de mim mesmo
As horas para o coração
são um rio que jorra... água que foi...
que não volta... por isso não se deve perdê-las


Todo daqui a pouco parece um adeus
Todo beijo parece ser último
de um desejo contido
E este tempo encardido parece perdido de Deus


Mas te amo!!!
porque te amar não se explica... não se aplica...
Está no meu sangue
me doando vida
e um mar de sonhos e confiança.


Henrique Rodrigues Soares

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Leve Desespero
















com toda sua leveza
as horas passam
levam de mim o que não posso perder...
meu titulo de nobreza
são minhas mãos vazias
e meus sonhos
livros de prateleiras
nunca serão lidos.


meu sangue vermelho
minha tristeza oculta
nisto me assemelho
a um ser humano


nada posso te dar
pois nada tenho
do que esses versos sem recheio
do que meu corpo gordo e feio


as incertezas para muitos
são um caminho de aventura
as recebo com ternura
na minha sacola de viagem


das desculpas nos enchemos
degustando meus conflitos
cheio de detritos
pessoais


me perco com óbvio
me canso no ócio
das perguntas sem respostas
nisto que me oponho
consumindo meus neurônios
... faço um rascunho
que são apenas rabiscos
que não dizem nada.


Henrique Rodrigues Soares

domingo, 20 de junho de 2010

Livre Arbítrio

















Os meus erros e acertos
As razões e as probabilidades
As emoções e as familiaridades
Os enganos e os concertos


As falhas e os defeitos
As mentiras e os abrigos
Os caminhos e os amigos
Em nada sou perfeito


As escolhas e os endereços
Atitudes e verdades
Os inimigos e as adversidades
Na nossa apoteose são adereços


As desconfianças e as culpas
'O ser ou não ser', as temeridades
Se aventurar ou a ociosidades
As confianças e as desculpas


Como humano a ingratidão
É qualidade maior que nos veste
O nosso Senhor nos concede
Depois da liberdade! A Salvação!


Henrique Rodrigues Soares

sábado, 19 de junho de 2010

Ozineida




















Necessário para mim é te amar
Necessário é ter você nos meus braços


Necessário... Necessário...
Deitar no teu colo
e esquecer do mundo mau
Necessário... Necessário...


São palavras que fazem revoluções
são carinhos que fazem emoções
os medos nos escravizam
as mágoas nos atemorizam


Se soubesses quanto te amo !
me compreenderia muito mais...
É amor de mar para oceano
É barco à vela pelo vento
tiro minha força do que te amo
e de te possuir meus pensamentos.


Te amo!
Um dia você me entenderá...
É sentirá falta do tempo perdido
Que não volta mais!


Henrique Rodrigues Soares

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago




















Nascido em 16 de novembro de 1922 em Azinhaga - Portugal,filho de camponeses deixou o meio rural para viver em Lisboa.

Dono de uma imaginação pessimista, alegórica e fantástica, deixou uma herança inestimável em textos, em poesias e romances como:
Memorial do convento.
A jangada de pedra.
História do cerco de Lisboa.
O evangelho segundo Jesus Cristo.
Ensaio sobre a cegueira e outros.

Prêmio Nobel de Literatura em 1988.

Faleceu neste dia deixando sua literatura para o nosso mundo, para sempre...

"Deixa-te levar pelo menino que foste" José Saramago.

sábado, 5 de junho de 2010

Um tango para um solitário


















uma noite dispersa
um tango tocado
um corpo ocupado
por um corpo de alguém


não há festa
só um sorriso trocado
um beijo julgado
do mundo um refém


me dá o que resta
deste rosto humilhado
deste momento comprado
numa estação de trem


não me venda, me empreste
este teu corpo assustado
este teus olhos cansados
da noite e seu harém


Henrique Rodrigues Soares

Uma carta para meu filho




















Pude te ver com meus olhos
um milagre ao amanhecer
de tudo que na vida participei
em ti me realizei

Te vi nos braços maternos
dádiva de um Deus superno e abençoador
Tão ternos e lacrimejantes
estavam meus sentidos
Molhou-se meus olhos
Estremeceu de alegria meu coração.


Em cada parte sua me vi um pouco
misturado a sua mãe no sabor do encontro
No teu rosto a vontade de viver
na mesma intensidade que esperei para te conhecer
Meu filho... tão lindo...
Meu pequenino... tão forte...
Teus primeiros sorrisos...
Teus primeiros momentos...
Teus primeiros passos...
Tuas primeiras palavras...
Na memória paterna carregarei comigo.


Depois deste dia
nunca mais fui o mesmo
Te amei com todos mimos
Dei de mim o melhor
para ver o teu riso


Descobri, que ser pai
é não esperar nada
é se satisfazer da alegria do próximo.
É viver através da sua semente.
Mas, assim mesmo!
Obrigado! Por ser teu Pai!


Henrique Rodrigues Soares