sábado, 13 de março de 2010

Poema de final de livro




















Na vida medito
não me acho
Na vida, maldito
me calo


Como queria
minha vida um riacho
que passa ligeiro
como quem dar passos largos
sem olhar para trás


Não me contenho
não me detenho
pois não posso me aguentar
sou demais para mim mesmo


Na vida recito
um poema sem fado
se quase sempre repito
não sou inédito no que faço


sem preço, sem recibos
sem palavras, sem recados


Não tenho mais nada para falar
Por isso vou me calar
por instantes.


Henrique Rodrigues Soares

Um comentário:

Efigênia Coutinho ( Mallemont ) disse...

Bom dia Henrique Rodrigues Soares, muito bom seus versos de fim do livro.
Quanto a publicar meu versos, fique a vontade, apenas me avise para eu repassar aos amigos,
boa semana,
Efigenia Coutinho