sábado, 17 de outubro de 2009

As Mãos
















As mãos descem com a noite
num oceano de dúvidas
Se aprofundam no egoísmo de possuir
Bocas se perdem
num inefável encontro
Tua saliva, teu gosto,
teu desgosto da vida
em que vagas como uma sombra


O vento acaricia teu rosto
Meus olhos acariciam teu corpo
e me penduro no teu pescoço
com meus sonhos e meu desespero


As mãos se mexem
Ficam distantes
Se unem (porém ainda distantes do teu corpo)
Suam um suor delirante, exaustivo
Uma noite fria
e na tua pele uma tempestade fluiu
Todo sim, não e talvez
que o mundo pode te dar
te comoveu
num frio ar de tristeza.


Henrique Rodrigues Soares

Um comentário:

António Manuel disse...

Caro:

Henrique:

Agradeço sèu comentàrio:

È gratificante estar aqui sèus textos são impares.

Estar aqui e viajar nos sonhos!

Obrigado por me primitir, lèr tão belos textos!

Serèi seu siguidor se me primitir.

Tenha uma semana cheia de rializaçãos

Os mèus melhores comprimèntos

Antònìo Manuel